Hoje ouvi Lenine até a exaustão... A mais tocada: Miedo, com Lenine e Julieta Venegas. Muito gostosa a música. E a letra...
PS. Notícias boas são sempre bem vindas.
Depois... Desaprender oito horas por dia ensina o princípio das coisas.
Miedo
(Pedro Guerra/Lenine/Robney Assis)
Tienen miedo del amor y no saber amar
Tienen miedo de la sombra y miedo de la luz
Tienen miedo de pedir y miedo de callar
Miedo que da miedo del miedo que da
Tienen miedo de subir y miedo de bajar
Tienen miedo de la noche y miedo del azul
Tienen miedo de escupir y miedo de aguantar
Miedo que da miedo del miedo que da
El miedo es una sombra que el temor no esquiva
El miedo es una trampa que atrapó al amor
El miedo es la palanca que apagó la vida
El miedo es una grieta que agrandó el dolor
Tenho medo de gente e de solidão
Tenho medo da vida e medo de morrer
Tenho medo de ficar e medo de escapulir
Medo que dá medo do medo que dá
Tenho medo de acender e medo de apagar
Tenho medo de esperar e medo de partir
Tenho medo de correr e medo de cair
Medo que dá medo do medo que dá
O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como um laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar
Tienen miedo de reir y miedo de llorar
Tienen miedo de encontrarse y miedo de no ser
Tienen miedo de decir y miedo de escuchar
Miedo que da miedo del miedo que da
Tenho medo de parar e medo de avançar
Tenho medo de amarrar e medo de quebrar
Tenho medo de exigir e medo de deixar
Medo que dá medo do medo que dá
O medo é uma sombra que o temor não desvia
O medo é uma armadilha que pegou o amor
O medo é uma chave, que apagou a vida
O medo é uma brecha que fez crescer a dor
El miedo es una raya que separa el mundo
El miedo es una casa donde nadie va
El miedo es como un lazo que se apierta en nudo
El miedo es una fuerza que me impide andar
Medo de olhar no fundo
Medo de dobrar a esquina
Medo de ficar no escuro
De passar em branco, de cruzar a linha
Medo de se achar sozinho
De perder a rédea, a pose e o prumo
Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo
Medo estampado na cara ou escondido no porão
O medo circulando nas veias
Ou em rota de colisão
O medo é do Deus ou do demo
É ordem ou é confusão
O medo é medonho, o medo domina
O medo é a medida da indecisão
Medo de fechar a cara
Medo de encarar
Medo de calar a boca
Medo de escutar
Medo de passar a perna
Medo de cair
Medo de fazer de conta
Medo de dormir
Medo de se arrepender
Medo de deixar por fazer
Medo de se amargurar pelo que não se fez
Medo de perder a vez
Medo de fugir da raia na hora H
Medo de morrer na praia depois de beber o mar
Medo... que dá medo do medo que dá
Medo... que dá medo do medo que dá
10 março 2008
07 março 2008
Clarices
A cidade estava estranha naquele dia. Acho que eu estava estranho... Tive sensação parecida outro dia: para mim, uma nuvem prestes a explodir; para outros, energia e inércia juntas... E isso pairava sobre tudo. Esse tudo dava sinais às conversas, aos gestos, aos segredos.
Lembrei dos olhares. Pessoas comuns na mesma sintonia. Lembro que ela ganhou uma flor. E ela (a outra), sensível, percebeu as sutilezas e insistia em dizer que existia algo a ser resolvido. Concordei com ela, fiquei intrigado e agradeci. Coisas que são ditas, pessoas sensíveis, mensagens incertas para destinos mais que certos. Coisas que precisava ouvir com atenção, especialmente naquele dia. Outras tantas coisas pra resolver.
O anel (dela) mudou de cor, sem motivo. A flor (da outra) murchou. O dia chegou iluminado e indiferente. Tive crise de insônia, depois de sonambulismo.
Antes, do outro lado, ouvi a multidão gritar.
Um lustre tentava iluminar as idéias...
Lembrei de Clarice:
“Ela era fluida durante toda a vida. Porém, o que dominara seus contornos e os atraíra a um centro, o que a iluminara contra o mundo e lhe dera íntimo poder foi o segredo”.
Fechei o livro! Deixei cair algumas cincas sobre Clarice e voltei a ler, cheio de gratidão.
Lembrei dos olhares. Pessoas comuns na mesma sintonia. Lembro que ela ganhou uma flor. E ela (a outra), sensível, percebeu as sutilezas e insistia em dizer que existia algo a ser resolvido. Concordei com ela, fiquei intrigado e agradeci. Coisas que são ditas, pessoas sensíveis, mensagens incertas para destinos mais que certos. Coisas que precisava ouvir com atenção, especialmente naquele dia. Outras tantas coisas pra resolver.
O anel (dela) mudou de cor, sem motivo. A flor (da outra) murchou. O dia chegou iluminado e indiferente. Tive crise de insônia, depois de sonambulismo.
Antes, do outro lado, ouvi a multidão gritar.
Um lustre tentava iluminar as idéias...
Lembrei de Clarice:
“Ela era fluida durante toda a vida. Porém, o que dominara seus contornos e os atraíra a um centro, o que a iluminara contra o mundo e lhe dera íntimo poder foi o segredo”.
Fechei o livro! Deixei cair algumas cincas sobre Clarice e voltei a ler, cheio de gratidão.
16 agosto 2007
Mãos atadas
Tenho as mãos atadas ao redor do meu pescoço
Eu queria mesmo era tocar seu corpo
Reprimo meus momentos
Jogo fora os sentimentos e depois?
Depois toco meu corpo eu tenho frio
Sou um louco amargurado e até vazio
E me chamam atenção
Mas eu sou louco é de paixão e você?
Você que me retire desse poço
Eu sei ainda sou moço pra viver
E te ver assim tão crua
A verdade é toda nua
E ninguém vê
Eu tenho as mãos atadas sem ação
E um coração maior que eu para doar
Reprimo meus momentos
Jogo fora os sentimentos sem querer
Eu quero é me livrar
Voar
Sumir
Perder não sei, não sei querer
A qualquer hora é sempre agora chora
Quero cantar você
Vou fazer uma canção liberte o meu pensar
Aperte os cintos pra pousar
Agora é hora de dizer muito prazer sorte ou
azar e amar
Simplesmente amar você
Eu queria mesmo era tocar seu corpo
Reprimo meus momentos
Jogo fora os sentimentos e depois?
Depois toco meu corpo eu tenho frio
Sou um louco amargurado e até vazio
E me chamam atenção
Mas eu sou louco é de paixão e você?
Você que me retire desse poço
Eu sei ainda sou moço pra viver
E te ver assim tão crua
A verdade é toda nua
E ninguém vê
Eu tenho as mãos atadas sem ação
E um coração maior que eu para doar
Reprimo meus momentos
Jogo fora os sentimentos sem querer
Eu quero é me livrar
Voar
Sumir
Perder não sei, não sei querer
A qualquer hora é sempre agora chora
Quero cantar você
Vou fazer uma canção liberte o meu pensar
Aperte os cintos pra pousar
Agora é hora de dizer muito prazer sorte ou
azar e amar
Simplesmente amar você
18 janeiro 2007
Saudades de Elis

De Pimentinha a Furacão, sua voz ecoa ainda hoje...
Por Marcos Paulo Sales
Deusa, insuportável, tranqüila, invejosa... Elis Regina Carvalho Costa viajou entre esses adjetivos, criticou, falou muito, deixou para a posteridade frases marcantes e o seu canto potente e visceral. Um turbilhão de emoções que, ao mesmo tempo, mostrava-se frágil, dócil, delicada e feminina. “Furacão Elis” (Editora GLOBO, 3ª edição, 239 páginas), um livro especial, ou melhor, um quebra-cabeças, que, ao passo da leitura, faz surgir uma mulher contraditória e uma artista brilhante. Narra desde a infância até a morte por overdose, a história dessa mulher com “um dom, uma certa magia”, das mais brilhantes, expressivas e explosivas cantoras brasileiras de todos os tempos. “Seu pingue-pongue de ódio e paixão enlouquecia quem buscava nela alguma coerência”, assim define a jornalista e autora do livro, Regina Echeverria.
Dividido em doze capítulos, a obra traz vários depoimentos de ex-maridos e namorados, colegas de palco, inimigos, produtores musicais, críticos, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, a mãe e o irmão Rogério, entre outros que conviveram com ela – bem ou mau, de forma harmoniosa ou não. Tem ainda uma vasta seleção de fotografias que resgatam cada etapa de sua vida, além, é claro, de toda a discografia da cantora em long-plays.
Regina Echeverria apresenta os dados e fatos da vida da cantora de forma cronológica: começando por sua infância e a adolescência em Porto Alegre – onde estreou no Clube do Guri, onde permaneceu por alguns anos e também gravou o seu primeiros LP´s cantando rock´s e calipsos. Sua passagem pelo Rio de Janeiro, onde viveu momentos gloriosos, a ida para São Paulo onde fixou residência e suas incursões mundo afora, culminando na sua morte por overdose nesta ultima cidade chocando e comovendo todo o Brasil, além do fortíssimo traço psicológico que acompanha o leitor durante a leitura.
“Furacão Elis”, que é marcado por depoimentos, apesar de ser bem linear e coerente com os dados apresentados, tem-se a impressão de que a sua argumentação deixa uma ponta de dúvida no leitor quanto a quem era realmente esse Furacão. São vários olhares sobre o mito “Elis Regina”, de ângulos variados e opiniões diversas, marcado pelas impressões que outros tinham a seu respeito, sobre sua vida, sua carreira ou suas atitudes – quase sempre polêmicas. Existe ainda um fato, acredito, ter sido prejudicial ao andamento do livro. Autora e cantora eram amigas, tornando que a posição de fã do trabalho da cantora algumas vezes interferisse nas argumentações do livro-reportagem.
Um aspecto interessante da obra e que, provavelmente, marcou profundamente a vida da interprete nos remete à sua infância: Elis foi criada sobre forte influência de sua mãe, dona Ercy, extremamente austera e decidida: “Dona Ercy mistura ódio e amor numa velocidade quase tão rápida quanto a que costumava ter sua própria filha”, escreveu a jornalista.
“A família não era mesmo chegada a paparicos. Naquela casa gaúcha pegar no colo só quando estivesse com sono e olhe lá”, complementa. Será que reside aí a explicação para existirem tantas Elis? Descobrimos uma menina com a emoção e a dor do tamanho da sua voz. Determinada e perfeccionista, decidiu que cantaria para o mundo, que tinha que ser a melhor. E assim foi!
Pedro Camargo Mariano, filho de Elis Regina, em entrevista a um site em 23 de dezembro de 2002 deu a seguinte declaração: “Para ser sincero, nem li, propositadamente. Mas quem leu me contou que há uma série de fatos errôneos, absurdos, de mau gosto. É preciso deixar uma coisa clara: morre o mito, mas sobrevive o ser humano. Quanto a biografias, ninguém mais se prontificou, talvez por acreditarem que a da Regina Echeverria, que escreveu aquela lástima (segundo Pedro Mariano, seu pai, César Camargo Mariano, sequer foi consultado), é definitiva. O que é uma bobagem”, declarou.
Saindo de Porto Alegre (1964), Elis encontrou um Rio de Janeiro com toda instabilidade política trazida pelo Golpe Militar, que ela chamava de “rolo compressor”: “Não se tinha a dimensão da ditadura que seria preciso enfrentar...” Ela enfrentou... Cantou o Hino Nacional nas Olimpíadas do Exercito, uma contradição... Foi criticada... Criticou o governo militar e quase foi presa... Ganhou do amigo Vinícius de Moraes o carinhoso apelido “Pimentinha”. Apresentou programas na televisão e teve um dos maiores salários já pagos a um artista brasileiro. Uma ascensão meteórica!
Antes de todo este furacão de acontecimentos, Elis cantou em diversos bares até ganhar notoriedade, entre eles, o famoso e consagrado Beco das Garrafas, palco que abrigou o surgimento da Bossa Nova no Brasil. Incansável na busca quase obsessiva pela perfeição – segundo o livro, esta busca se acentuou, provavelmente com o uso da cocaína – “ficava insuportável antes de entrar em cena. A mesma insegurança, o mesmo medo de errar, a mesma fobia de não ser perfeita...”.
Ela fez e refez gravações, mudou arranjos, contratou os melhores músicos e produtores... Trabalhou a voz com aulas de canto, foi acusada de excessivamente técnica, puxou nos erres para virar carioca, cantou em inglês, aprendeu francês... E, quando a critica apostava num provável fracasso, ela, assim como a mitológica Fênix, ressurgia, emplacava e ia acumulando novos hits: Fascinação, Arrastão, Atrás da Porta, Alô, Alô, Marciano, Madalena, Como nossos Pais, Águas de Março, O Bêbado e a Equilibrista, Quaquaraquaqua, Dois pra Lá, Dois pra Cá, Maria, Maria. Morreu implacável e insubstituível – ainda hoje segundo críticos – em seu estilo, misturando de forma harmoniosa emoção e técnica.
É revelada também, no decorrer do livro, uma Elis generosa, mãe e dona de casa zelosa, amiga e uma cantora insegura – muitas vezes não reconhecia o seu próprio valor – além de ser um ser humano com uma capacidade brilhante de pensar, aprender com facilidade e cantar como ninguém. É um livro indispensável para os fãs, para quem gosta de música, de uma leitura empolgante, da historia da MPB e quer aprender um pouco mais sobre a eterna Elis Regina.
O livro reflete, com rara felicidade, a riqueza e a forma muito complexa, que jamais poderá ser reduzida ao simplismo do “gosto ou não gosto”, e de como uma grande personalidade afeta, sem jamais saber a extensão, a vida de tantas outras pessoas no mundo.
"A vida mexeu muito comigo, me fez sofrer muito. Fui dessas pessoas que apanhou e aprendeu com a vida. O que me valeu foi essa minha maneira forte de ser."
Elis Regina
01 novembro 2006
Seis coisas que as pessoas não sabem a meu respeito
Muito tempo desde que atualizei o blog pela última vez. Muita coisa aconteceu desde o último post: mudei de emprego, estou fazendo assessoria para uma outra empresa, mudanças pessoais, profissionais, planos pro futuro, muitos planos... E o mais legal é saber que as pessoas gostam de ler, cobram atualizações, deixam recados desaforados, enfim... Prometo ser mais ágil nas atualizações. O texto aí de baixo não é meu, li num outro blog e gostei muito, dei uma adaptada, inseri outras coisas e ficou mais parecido comigo.
6 coisas que as pessoas não sabem a meu respeito
1. Penso coisas bizarras sobre uma pessoa enquanto ela fala. Sinto-me culpado e tento retirar mentalmente o que pensei. O problema é que fico nessa situação até a pessoa terminar de falar, nesse jogo de pensar, retirar o pensamento, pensar, retirar o pensamento... Dá uma canseira! O único problema é que sempre tenho que terminar o diálogo com um pensamento positivo. Então ta!!!
2. Acredito que todo ser humano, na idade sexual, deveria experimentar – pelo menos uma vez na vida – a sensação de se masturbar num local público. Uma vez me masturbei num local público. Confesso que é uma sensação impar...
3. Quando estou sozinho em casa, sempre saio correndo porque acredito que tem um fantasma atrás de mim. Invariavelmente dou uma olhadinha e reconheço: continuo sozinho em casa, pelo menos visivelmente.
4. Se eu quero alguma coisa, posso até fazer de conta que não quero, posso até demorar para caralho para conseguir, mas, sempre tenho absoluta e irracional convicção de que vou conseguir. Algumas vezes consigo...
5. Essa aqui, a teoria da Gestalt é quem trabalha ativamente em meu inconsciente. Sempre que vejo uma pessoa conhecida na rua, com determinadas características, antes de cumprimentar, sempre dou um jeitinho de olhar para seu rosto. Isso só pra ter a certeza de que é alguém que realmente eu conheça.
6. Imagino milhares de vezes quando e como as pessoas que convivem comigo, direta ou indiretamente, vão morrer... Sofro todas as vezes que penso isso.
Façam isso também. É catártico... Às vezes, até divertido!!!
6 coisas que as pessoas não sabem a meu respeito
1. Penso coisas bizarras sobre uma pessoa enquanto ela fala. Sinto-me culpado e tento retirar mentalmente o que pensei. O problema é que fico nessa situação até a pessoa terminar de falar, nesse jogo de pensar, retirar o pensamento, pensar, retirar o pensamento... Dá uma canseira! O único problema é que sempre tenho que terminar o diálogo com um pensamento positivo. Então ta!!!
2. Acredito que todo ser humano, na idade sexual, deveria experimentar – pelo menos uma vez na vida – a sensação de se masturbar num local público. Uma vez me masturbei num local público. Confesso que é uma sensação impar...
3. Quando estou sozinho em casa, sempre saio correndo porque acredito que tem um fantasma atrás de mim. Invariavelmente dou uma olhadinha e reconheço: continuo sozinho em casa, pelo menos visivelmente.
4. Se eu quero alguma coisa, posso até fazer de conta que não quero, posso até demorar para caralho para conseguir, mas, sempre tenho absoluta e irracional convicção de que vou conseguir. Algumas vezes consigo...
5. Essa aqui, a teoria da Gestalt é quem trabalha ativamente em meu inconsciente. Sempre que vejo uma pessoa conhecida na rua, com determinadas características, antes de cumprimentar, sempre dou um jeitinho de olhar para seu rosto. Isso só pra ter a certeza de que é alguém que realmente eu conheça.
6. Imagino milhares de vezes quando e como as pessoas que convivem comigo, direta ou indiretamente, vão morrer... Sofro todas as vezes que penso isso.
Façam isso também. É catártico... Às vezes, até divertido!!!
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